Quando se fala em acessibilidade pensamos logo nos pontos mais óbvios como por exemplo, a existência de rampas, elevadores, portas largas, calçadas em perfeitas condições para circulação e até banheiros que devem possuir barras de apoio, dispositivo de sinalização de emergência, espelhos inclinados, toalheiro, papeleira, enfim, tudo dentro das devidas medidas para ficar ao alcance do usuário e o proporcionar maior conforto, certo?. Porem, ainda existe um bloqueio para os cadeirantes, algo que o insulta, limita e aumenta a exclusãoClaro que estou falando da famosa lixeira de pedal. você já parou pra imaginar como deve ser constrangedor uma pessoa de cadeira de rodas entrar num banheiro “adaptado” e se deparar com isto? É uma piada de mau gosto, não acha? 

     Até os dias atuais os cadeirantes que entram em um sanitário adaptado se deparam com a tal lixeira de pedal, ou seja, seu acionamento correto e seguro é, obrigatoriamente, feito com os pés. Obviamente, isto é impossível para quem não possui movimentos dos membros inferiores, além de proporcionar um sentimento de exclusão, esse tipo lixeira os obriga a acioná-la com as mãos colocando-os em extremo risco de contaminação no momento da auto higienização. 

     Além da lixeira de pedal, existem no mercado, outras três opções:  

Basculante: Seu uso não é recomendado por obrigar o usuário a tocar diretamente no curso do lixo e com grandes chances da tampa ser suja com o dejeto. 

Sensor: poderia resolver o problema de forma geral se seu alto custo e despesas com baterias não fossem inacessíveis à maioria da população e às instituições de saúde entre outras. 

Sem tampa: Esta resolve o problema do contato manual, porém, oferece riscos de contaminação pelo ar, além do forte odor que exala e deixa exposto todo seu conteúdo. 

      O que este artigo vem apresentar é a melhor solução para todos esses problemas, haste acessível. Esta haste é uma espécie de alavanca com altura adequada e fácil de ser acionada. Sua abertura é realizada com o punho ou costas da mão, são as partes do membro superior que “não nos tocamos” durante a higienização, portanto, não oferece nenhum tipo de risco à saúde. Um produto que atende às necessidades das pessoas com deficiência, inclusive dos membros superiores, ao mesmo tempo, não é de uso exclusivo, enquadra-se na classe de desenho universal, ou seja, pode e deve ser utilizada por todos, sem exceção e sem exclusão. Considerando que uma pessoa, mesmo sem deficiência, utiliza a lixeira (na maior parte do tempo) ainda sentada no vaso, também não é confortável abri-la com os pés nesta posição, principalmente se a lixeira estiver no seu devido lugar (recomendado por órgãos de certificação) - que é no canto do vaso (quase atrás do usuário), ou seja, o desconforto também é observado.  

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      Nasce aqui um produto duplamente acessível, tanto no custo quanto na funcionalidade que diminui os riscos de contaminação e não se limita a uma classe específica de usuários, atende à todos, desde crianças ate idosos com ou sem deficiência. Isto é acessibilidade, inclusão e saúde. 

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Sim, a verdade é que ainda há muitas dificuldades para se deslocar numa silla de ruedas, em cada cidade, alguns restos não tanto mas ainda há muito a ser feito ...

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