Quem nunca apreciou uma calçada com desenhos e ilustrações bonitas feitas com pedra portuguesa? E é bem possível que este nome vem de Portugal devido ao fato de grande parte das calçadas deste pais serem constituídas com este material.
Mas falemos um pouco de acessibilidade e convido meu caro leitor a fazer uma experiência se é que já não tenha feito anteriormente na infância. Não irei propor os senhores(as) a se divertir em andar de cadeira de rodas em uma calçada feita de pedra portuguesa, mas é possível imaginar andando de patins ou skate ou para quem tem filho pequeno dar uma volta com carrinho de nenê com ele na bendita pedra portuguesa. Deu para sentir a trepidação? A sensação é a mesma em andar de carro em uma estrada de terra cheia de costela de vaca. Torna-se impossível andar de cadeira de rodas carregando qualquer objeto no colo. Mas esse não é o principal problema. Vejamos as outras inconveniências: Precisamos de material permeável nas calçadas. A pedra portuguesa não é. Precisamos de um material de fácil instalação e manutenção. A pedra portuguesa não é. Precisamos de um material antiderrapante. A pedra portuguesa não é. E diga-se de passagem trepidação não é sinônimo de antiderrapante. Precisamos de um material que não possa se tornar uma possível arma para vândalos. A pedra portuguesa é um material perigoso que pode servir para ser atirado e causar sérios danos. Enfim só restou as ilustrações para ser elogiada. Ah! Faltou o custo... Será que depois de tantos defeitos ainda vale a pena falar de custos? Para não deixar dúvidas o custo não é menor do que uma calçada feita de concreto.
Independência ou morte!. Não a pedra portuguesa!

Augusto C. Fernandes
Coordenador do Grupo de Trabalho de Acessibilidade CREA-GO

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Respostas a este tópico

Essa discussão é bastante relevante! Aproveito para refletir mais um pouco!
É sabido que esse acabamento gera muitos acidentes no passeio público. Não é mesmo?
Então, caro leitor, você sabia que uma simples queda de um idoso, por exemplo, pode levá-lo a quebrar o femur e infelizmente em alguns casos ocasionar sua morte?
Pensar em segurança é imprescindível para uma prática profissional responsável.
Façamos a nossa parte!!!
Aproveito para reforçar as palavras do Augusto: Não a pedra portuguesa!
Renata e Augusto

Discordo dos dois.
A extinção pura e simples do mosaico português de nossa cultura não resolverá os problemas existentes em nossa dura realidade. Nossos espaços públicos são literalmente “terra de ninguém”. Sua manutenção é sofrível. O poder público ausente (historicamente, eu diria). A palavra “calçada” significa rua pavimentada com pedra. Não é significativo?

O que precisamos mesmo é de projetos focados na construção de “passeios públicos” adequados ao uso de toda a população. Mesclar materiais (pedras, concretos, cimentados, etc.) em bons projetos de paginação de piso talvez seja a solução mais adequada ao atendimento dos usuários citados, viabilizando a acessibilidade e colaborando na criação da identidade dos lugares, por meio do uso de cores, texturas, etc.

Vou lançar este desafio aos meus alunos de paisagismo/urbanismo: criar passeios acessíveis mesclando o mosaico português a outros materiais tais como concreto, cimentados, outras pedras, em seus projetos. Mando os resultados ao final do semestre.

Um abraço cordial aos dois colegas!
Olá Augusto, Renata e Helena me permitam participar desta discussão.

Quando “o fazer” uma calçada era ARTE: A arte da calcetaria em pedra portuguesa! E sendo arte, feita por mestres “importados” do velho mundo, o que se tinha era qualidade, sobretudo, na execução.

A pedra portuguesa de fato causa trepidação em dispositivos com rodas ainda mais quando é mal executado, o que é comum em nossas cidades. Mas outros materiais também causam trepidação e são indicados nas cartilhas tanto elaboradas pelos CREAs como pelas prefeituras - vide a cartilha Passeio Livre do município de São Paulo referência em qualidade de passeio público! Passeio para quem?

Penso: se o mosaico português, de repente, virou um “vilão” para a sociedade pelos fatores expostos pelo Augusto estando esses fatores sempre presentes nos assuntos que abordam a questão da acessibilidade nas calcadas, o que dizer então dos blocos intertravados?

Se uma pedra do mosaico português pode virar uma arma nas mãos de um vândalo, o que dirá um bloco!

Sai de cena o vilão da sociedade, o mosaico português, e entra em cena o heróico bloco intertravado, digo heróico pois o mesmo tem a digna função de tornar o solo das cidades permeável e, quem sabe, nos livrar das enchentes!

Além de facilitar e baixar o custo do trabalho das concessionárias, de modo que as mesmas não tenham mais que perder tempo nem dinheiro “remendando ”os passeios públicos: basta retirar os blocos e colocá-los novamente, simples e barato!

Mas e o conforto, a segurança e a autonomia do pedestre? Alguém pensou no pedestre ao escolher o bloco intertravado como sendo o material “da vez”?

A meu ver estão trocando seis por meia dúzia, e a quem interessa de fato esta troca? Certamente que os interesses do coletivo não foram levados em conta.

Abraços

Tuca Monteiro.
Ola querida!

Até que enfim alguém teve a coragem de falar sobre os blocos intertravados.
Seus criadores (e as criaturas que os revendem também) nos informam em quaquer site que esse pido é considerado "ecológico".
" ...permitem a perfeita drenagem das águas de chuva e, ao mesmo tempo, evitam a impermeabilização do solo, pois as juntas entre as peças possibilitam a infiltração de uma parcela das águas incidentes, amenizando desta maneira, o impacto ambiental. É considerado, portanto, um piso ecologicamente correto..." (http://migre.me/lv8Y)
Gostaria que alguém me provasse que o solo compactado por anos de pisoteio/tráfego intenso
tem alguma capacidade de absorção. Balela.
Além de manutenção cara pois precisa de mão de obra especializadíssima, ele de fato trepida e sai do lugar.
Uma visita à Rua Augusta e Teodoro Sampaio são indispensáveis e altamente educativas pois podemos ver em que condições os "passeios públicos" estão hoje.

abçs a todos.

Tuca Monteiro disse:
Olá Augusto, Renata e Helena me permitam participar desta discussão.

Quando “o fazer” uma calçada era ARTE: A arte da calcetaria em pedra portuguesa! E sendo arte, feita por mestres “importados” do velho mundo, o que se tinha era qualidade, sobretudo, na execução.

A pedra portuguesa de fato causa trepidação em dispositivos com rodas ainda mais quando é mal executado, o que é comum em nossas cidades. Mas outros materiais também causam trepidação e são indicados nas cartilhas tanto elaboradas pelos CREAs como pelas prefeituras - vide a cartilha Passeio Livre do município de São Paulo referência em qualidade de passeio público! Passeio para quem?

Penso: se o mosaico português, de repente, virou um “vilão” para a sociedade pelos fatores expostos pelo Augusto estando esses fatores sempre presentes nos assuntos que abordam a questão da acessibilidade nas calcadas, o que dizer então dos blocos intertravados?

Se uma pedra do mosaico português pode virar uma arma nas mãos de um vândalo, o que dirá um bloco!

Sai de cena o vilão da sociedade, o mosaico português, e entra em cena o heróico bloco intertravado, digo heróico pois o mesmo tem a digna função de tornar o solo das cidades permeável e, quem sabe, nos livrar das enchentes!

Além de facilitar e baixar o custo do trabalho das concessionárias, de modo que as mesmas não tenham mais que perder tempo nem dinheiro “remendando ”os passeios públicos: basta retirar os blocos e colocá-los novamente, simples e barato!

Mas e o conforto, a segurança e a autonomia do pedestre? Alguém pensou no pedestre ao escolher o bloco intertravado como sendo o material “da vez”?

A meu ver estão trocando seis por meia dúzia, e a quem interessa de fato esta troca? Certamente que os interesses do coletivo não foram levados em conta.

Abraços

Tuca Monteiro.
Tuca, Helena e Renata

Estou começando a gostar desta discussão e gostaria de não me apressar na resposta sem antes poder apresentar para todos vcs uma alternativa encontrada para cada um destes pisos.

Será tema da palestra na Reatech cujo tema é: Calçada Consciente.

Este trabalho se deu em volta de uma quadra aqui em Goiânia e pudemos experimentar várias situações inclusive com pedra portuguesa e intertravados. Claro que estes pisos não estavam presentes na faixa livre. Fizemos valas de infiltração de água pluvial com capitação na sarjeta e calçada, reaproveitamento do entulho gerado, arborização, alem é claro de primar pela Acessibilidade.

Irei postar este material em breve aqui no site para que todos possam apreciar o trabalho que fizemos. E o melhor de tudo isso é que esta calçada foi adotada por uma construtora aqui em Goiânia, cujo nome inclusive deu origem ao nome da Calçada. Será feito em todo o quarteirão onde existem empreendimento da Consciente Construtora. Já estamos trabalhando no projeto para o próximo empreendimento com mais novidades.

Desculpem a provocação...

Abraço

Augusto
Olá a todos... e um Feliz 2010 !

"...as juntas entre as peças possibilitam a infiltração de uma parcela das águas incidentes..."

O verdadeiro problema é a quantidade dessa "parcela" !

Com os índices pluviométricos altíssimos (Chuvas), que presenciamos nesses últimos 2 meses (exemplo da capital Paulista), não há solo que suporte !!!

Por maior que seja o "colchão de areia" onde os intertravados sejam assentados, após uma quantidade de chuva intermitente não há como acelerar o escoamento...

Por outro lado, a calçada impermeável tende a deslocar a água ( e portanto, acumular mais ÁGUA ) para as sarjetas, bueiros, esgotos, rios, etc...

Coincidentemente estamos executando uma obra, num bairro da capital Paulista, onde a calcada tem 2,70m de largura (trata-se de um prédio de 80 metros de frente).

A rua costuma ser bastante penalizada com enchentes quando chove muito forte... Sugerimos a substituição do concreto tradicional (o acabamento mais comum e barato) pelo piso intertravado, porém, com a criação de um "pequeno canteiro" (sim...será feito um jardim, portanto, permeável) ocupando espaço de 60cm da parede.

O trabalho do assentamento ainda esta em fase de conclusão, mas foi notória a vazão nos últimos 20 dias...


Ao mesmo tempo, gostaria de informar que na próxima semana estaremos partilhando com uma outra empresa, a instalação de 1000 m2 de Mosaico Português, numa praça no interior Paulista, onde, a área ajardinada (permeável) é pelo menos, três vezes e meia a metragem do piso a ser instalado.

Creio que, o que falta definitivamente, é a adequação especifica ( tendo como premissa a mensuração da capacidade de drenagem) para cada situação...

Apenas meus dois cents !

Tenham um bom final de semana !
Marco Aurelio
Olá Marco Aurélio

Estamos em uma rede que aborda questões relacionadas ao universo da Acessibilidade, desse modo, digo:

Infelizmente os blocos intertravados não atendem, até o presente momento, as especificações da norma técnica ABNT NBR 9050/04. O piso da área de passeio nas calçadas não deve causar trepidação em dispositivos com rodas.

Percorri passeios que foram pavimentados com os blocos intertravados utilizando uma cadeira de rodas e o resultado fora desastroso! Foram quatro tipos de blocos sendo um deles igual ao da imagem postada por você. Pessoas que usam determinados sapatos reclamam da instabilidade no caminhar provocada pelo piso.

A questão aqui deveria ser:

O porquê da prefeitura da cidade de São Paulo criar uma cartilha intitulada Passeio Livre - e que é referência para demais cidades - cujo bloco intertravado está especificado como sendo adequado ao passeio público?

Qual é o papel da calçada: o de propiciar ao pedestre conforto, segurança e autonomia ou propiciar à micro drenagem urbana?

Outro equivoco também propagado pela cartilha Passeio Livre: o canteiro rente ao lote, ele está sobre o passeio público que DEVE estar livre de obstrução, porém, segundo a cartilha está tudo certo desde que o passeio tenha 1,20 de largura. Interpretações equivocadas da norma!

Marco Aurélio sobre a praça: assim como o bloco intertravado o mosaico português também causa trepidação em dispositivos com rodas e fica escorregadio quando molhado, portanto, não é adequado colocá-lo sobre áreas de passeio.

Creio que: o que falta definitivamente é a adequação dos projetos as leis de Acessibilidade!

Tuca Monteiro.

Marco Aurelio Rossi disse:
Olá a todos... e um Feliz 2010 !

"...as juntas entre as peças possibilitam a infiltração de uma parcela das águas incidentes..."

O verdadeiro problema é a quantidade dessa "parcela" !

Com os índices pluviométricos altíssimos (Chuvas), que presenciamos nesses últimos 2 meses (exemplo da capital Paulista), não há solo que suporte !!!

Por maior que seja o "colchão de areia" onde os intertravados sejam assentados, após uma quantidade de chuva intermitente não há como acelerar o escoamento...

Por outro lado, a calçada impermeável tende a deslocar a água ( e portanto, acumular mais ÁGUA ) para as sarjetas, bueiros, esgotos, rios, etc...

Coincidentemente estamos executando uma obra, num bairro da capital Paulista, onde a calcada tem 2,70m de largura (trata-se de um prédio de 80 metros de frente).

A rua costuma ser bastante penalizada com enchentes quando chove muito forte... Sugerimos a substituição do concreto tradicional (o acabamento mais comum e barato) pelo piso intertravado, porém, com a criação de um "pequeno canteiro" (sim...será feito um jardim, portanto, permeável) ocupando espaço de 60cm da parede.

O trabalho do assentamento ainda esta em fase de conclusão, mas foi notória a vazão nos últimos 20 dias...


Ao mesmo tempo, gostaria de informar que na próxima semana estaremos partilhando com uma outra empresa, a instalação de 1000 m2 de Mosaico Português, numa praça no interior Paulista, onde, a área ajardinada (permeável) é pelo menos, três vezes e meia a metragem do piso a ser instalado.

Creio que, o que falta definitivamente, é a adequação especifica ( tendo como premissa a mensuração da capacidade de drenagem) para cada situação...

Apenas meus dois cents !

Tenham um bom final de semana !
Marco Aurelio
Olá Helena!

Confesso:

Não sei mais o que significa ser ecológico, ser sustentável e ser um ambientalista!
Logo, logo, não saberei mais o que significa ser acessível!

Tuca.


Helena Napoleon Degreas disse:
Ola querida!

Até que enfim alguém teve a coragem de falar sobre os blocos intertravados.
Seus criadores (e as criaturas que os revendem também) nos informam em quaquer site que esse pido é considerado "ecológico".
" ...permitem a perfeita drenagem das águas de chuva e, ao mesmo tempo, evitam a impermeabilização do solo, pois as juntas entre as peças possibilitam a infiltração de uma parcela das águas incidentes, amenizando desta maneira, o impacto ambiental. É considerado, portanto, um piso ecologicamente correto..." (http://migre.me/lv8Y)
Gostaria que alguém me provasse que o solo compactado por anos de pisoteio/tráfego intenso
tem alguma capacidade de absorção. Balela.
Além de manutenção cara pois precisa de mão de obra especializadíssima, ele de fato trepida e sai do lugar.
Uma visita à Rua Augusta e Teodoro Sampaio são indispensáveis e altamente educativas pois podemos ver em que condições os "passeios públicos" estão hoje.

abçs a todos.

Tuca Monteiro disse:
Olá Augusto, Renata e Helena me permitam participar desta discussão.

Quando “o fazer” uma calçada era ARTE: A arte da calcetaria em pedra portuguesa! E sendo arte, feita por mestres “importados” do velho mundo, o que se tinha era qualidade, sobretudo, na execução.

A pedra portuguesa de fato causa trepidação em dispositivos com rodas ainda mais quando é mal executado, o que é comum em nossas cidades. Mas outros materiais também causam trepidação e são indicados nas cartilhas tanto elaboradas pelos CREAs como pelas prefeituras - vide a cartilha Passeio Livre do município de São Paulo referência em qualidade de passeio público! Passeio para quem?

Penso: se o mosaico português, de repente, virou um “vilão” para a sociedade pelos fatores expostos pelo Augusto estando esses fatores sempre presentes nos assuntos que abordam a questão da acessibilidade nas calcadas, o que dizer então dos blocos intertravados?

Se uma pedra do mosaico português pode virar uma arma nas mãos de um vândalo, o que dirá um bloco!

Sai de cena o vilão da sociedade, o mosaico português, e entra em cena o heróico bloco intertravado, digo heróico pois o mesmo tem a digna função de tornar o solo das cidades permeável e, quem sabe, nos livrar das enchentes!

Além de facilitar e baixar o custo do trabalho das concessionárias, de modo que as mesmas não tenham mais que perder tempo nem dinheiro “remendando ”os passeios públicos: basta retirar os blocos e colocá-los novamente, simples e barato!

Mas e o conforto, a segurança e a autonomia do pedestre? Alguém pensou no pedestre ao escolher o bloco intertravado como sendo o material “da vez”?

A meu ver estão trocando seis por meia dúzia, e a quem interessa de fato esta troca? Certamente que os interesses do coletivo não foram levados em conta.

Abraços

Tuca Monteiro.
Olá Augusto...

“Ufa”, fiquei aliviada em saber que o programa Calçada Consciente não aderiu ao bloco intertravado nas áreas de passeio!

Pesquisei na “net” e achei algumas notícias sobre este programa e também imagens. Ah, não agüentei esperar, a curiosidade foi maior (risos).

A calçada me remeteu ao programa Calçada Cidadã do município de Vitória – ES, alias este programa foi fonte de consulta para o programa Passeio Livre do município de São Paulo.

Parabéns, e que a idéia seja abraçada pela municipalidade de Goiânia.

Tentarei comparecer a palestra na REATECH.

Tuca Monteiro.



Augusto Cardoso Fernandes disse:
Tuca, Helena e Renata

Estou começando a gostar desta discussão e gostaria de não me apressar na resposta sem antes poder apresentar para todos vcs uma alternativa encontrada para cada um destes pisos.

Será tema da palestra na Reatech cujo tema é: Calçada Consciente.

Este trabalho se deu em volta de uma quadra aqui em Goiânia e pudemos experimentar várias situações inclusive com pedra portuguesa e intertravados. Claro que estes pisos não estavam presentes na faixa livre. Fizemos valas de infiltração de água pluvial com capitação na sarjeta e calçada, reaproveitamento do entulho gerado, arborização, alem é claro de primar pela Acessibilidade.

Irei postar este material em breve aqui no site para que todos possam apreciar o trabalho que fizemos. E o melhor de tudo isso é que esta calçada foi adotada por uma construtora aqui em Goiânia, cujo nome inclusive deu origem ao nome da Calçada. Será feito em todo o quarteirão onde existem empreendimento da Consciente Construtora. Já estamos trabalhando no projeto para o próximo empreendimento com mais novidades.

Desculpem a provocação...

Abraço

Augusto
Queridíssimos, a discussão está se mostrando bastante proveitosa. vou solicitar aos meus alunos que partcipem desse espaço de debates.
Gostaria de acrescentar que concordo com a Tuca. A discussão trata de questões vinculadas à acessibilidade no ambiente urbano. isso significa que qualquer pedra - e aí, tanto faz se é intertravada ou portuguesa - é ruim em passeios públicos tanto para quem anda de salto alto (meu caso) quanto para gestantes, crianças, pessoas com mobilidade reduzida (idosos por exemplo), pessoas com cadeiras de rodas, etc. Em suma: trepidação, irregularidades no piso (quando o bloco é colocado, tudo bem. Após as primeiras chuvas, mesmo não torrenciais, as pedras soltam. Isso é fato: não é mau humor meu. As ruas Teodoro Sampaio e a Augusta estão horríveis). Para resolver, o colchão de areia ecológico é substituído por cimento. Melhor fazer de concreto de uma vez. Pelo menos, é liso e não prejudica ninguém.
O fato é que precisamos trabalhar com um conceito ainda novo para nós, projetistas brasileiros. Trata-se do atedimento às dferentes demandas provenietes de diferentes usuários. Desenho Universal. São 24 milhões as pessoas com algum tipo de defici~encia no brasil. outros tanto são idosos, acima de 60 anos. Significa que tem problemas funcionais, ou seja, tem problemas para se relacionar e viver com qualidade em ambiente urbanos projetados por nós. por experiência própria (pesquisa) sei bem que cadeiras de rodas tombam em pisos irregulares ou simplesmente não saem do lugar quando dirigidas por braços frágeis, como os nossos (mulheres). Em suma: liberdade e independência são direitos humanos inalienáveis. Acessibilidade com dependência de terceiros para acontecer, limita tudo isso. Não é civilizado.
Quanto à nesga de terra ao longo da frente do edifício posso afirmar que não colabora em nada para a qualidade do sistema hídrico nas cidades brasileiras.
É preciso que essa nesga de terra faça parte de um sistema de espaços livres permeáveis com porte muito superior à esse da foto. De qualquer forma, parabenizo-o pela iniciativa pois o "verde" plantado contriu esteticamente para frente do edifício.
Vou inclui alguma imagens para reflexão e deixo a pergunta: em imagens como essas, onde predomina a área construída, faixas permeáveis desse porte fazem muita difirença? o que é possível plantar nelas? quanto de água, a área realmente consegue reter?

Antes de terminar, gostaria de reiterar o convite da Renata Mello. Discutir a existência ou não desse tipo de piso parece interessante na revisão da NBR9050.
"Convido a participarem das reuniões nos dias 12/03 e 13/03 do GT de Mobiliário de Equipamentos Urbanos que revisa parte da NBR 9050/04.
Peço a participação de todos para agilizar nas discussões desse trabalho..."

abçs fraternais a todos os participantes do fórum,

Helena Degreas
obs: a observação sobre o salto alto e a gestante veio da querida Mara Gabrilli outro dia no meu twitter (@maragabrilli)

Dia 12/03 (Sexta-feira)
Horário: 9:00hs - 12:30hs
Local: FDE - Av. São Luiz, 99 - 4 andar

Helena Napoleon Degreas disse:
Queridíssimos, a discussão está se mostrando bastante proveitosa. vou solicitar aos meus alunos que partcipem desse espaço de debates.
Gostaria de acrescentar que concordo com a Tuca. A discussão trata de questões vinculadas à acessibilidade no ambiente urbano. isso significa que qualquer pedra - e aí, tanto faz se é intertravada ou portuguesa - é ruim em passeios públicos tanto para quem anda de salto alto (meu caso) quanto para gestantes, crianças, pessoas com mobilidade reduzida (idosos por exemplo), pessoas com cadeiras de rodas, etc. Em suma: trepidação, irregularidades no piso (quando o bloco é colocado, tudo bem. Após as primeiras chuvas, mesmo não torrenciais, as pedras soltam. Isso é fato: não é mau humor meu. As ruas Teodoro Sampaio e a Augusta estão horríveis). Para resolver, o colchão de areia ecológico é substituído por cimento. Melhor fazer de concreto de uma vez. Pelo menos, é liso e não prejudica ninguém.
O fato é que precisamos trabalhar com um conceito ainda novo para nós, projetistas brasileiros. Trata-se do atedimento às dferentes demandas provenietes de diferentes usuários. Desenho Universal. São 24 milhões as pessoas com algum tipo de defici~encia no brasil. Outros tanto são idosos, acima de 60 anos. Significa que tem problemas funcionais, ou seja, tem problemas para se relacionar e viver com qualidade em ambiente urbanos projetados por nós. Por experiência própria (pesquisa) sei bem que cadeiras de rodas tombam em pisos irregulares ou simplesmente não saem do lugar quando dirigidas por braços frágeis, como os nossos (mulheres). Em suma: liberdade e independência são direitos humanos inalienáveis. Acessibilidade com dependência de terceiros para acontecer, limita tudo isso. Não é civilizado.
Quanto à nesga de terra ao longo da frente do edifício posso afirmar que não colabora em nada para a qualidade do sistema hídrico nas cidades brasileiras.
É preciso que essa nesga de terra faça parte de um sistema de espaços livres permeáveis com porte muito superior à esse da foto anexada por você. De qualquer forma, parabenizo-o pela iniciativa pois o "verde" plantado contribui esteticamente para frente do edifício.
Vou incluir alguma imagens para reflexão (grupo QUAPASEL FAUUSP) e deixo a pergunta: em imagens como essas, onde predomina a área construída, faixas permeáveis desse porte (estreitas e restritas a uma frente de prédio) fazem muita diferença? o que é possível plantar nelas? quanto de água, a área realmente consegue reter?

Antes de terminar, gostaria de reiterar o convite da Renata Mello. Discutir a existência ou não desse tipo de piso parece interessante na revisão da NBR9050.
"Convido a participarem das reuniões nos dias 12/03 e 13/03 do GT de Mobiliário de Equipamentos Urbanos que revisa parte da NBR 9050/04.
Peço a participação de todos para agilizar nas discussões desse trabalho..."

abçs fraternais a todos os participantes do fórum,

Helena Degreas
obs: a observação sobre o salto alto e a gestante veio da querida Mara Gabrilli outro dia no meu twitter (@maragabrilli)

Dia 12/03 (Sexta-feira)
Horário: 9:00hs - 12:30hs
Local: FDE - Av. São Luiz, 99 - 4 andar

Boa noite Helena...

Concordo que o “verde” colabora com a paisagem urbana, porém, neste caso específico e lembrando que estamos falando sobre Acessibilidade tais canteiros não devem estar no passeio público! Simples, imagina como é incomodo e, às vezes perigoso, para uma pessoa cega ter que ficar desviando o tempo todo desses canteiros - e ainda tem o volume da vegetação. A maioria das pessoas que fazem uso da bengala longa utiliza a linha das edificações como linha guia!

Outra questão é quanto à diminuição da área do passeio: oras nossos passeios são estreitos e ficam ainda mais reduzidos com tais canteiros! O fato de estar na norma à admissão de 1,20 de largura isso não quer dizer (ou quer?) que passeios que tenham mais de 1,20 podem ser ofertados ao particular, alias como sempre foi! Os passeios devem ter no mínimo 1,50 livres de obstruções e isso em vias locais, com baixo fluxo de pedestre.

Sobre a norma, ela não cita tipos de piso, embora tenha lido algumas atas da revisão e observei que havia uma intenção de colocar os pisos, os mesmos das cartilhas, acredito que tal intenção fora banida, seria um desastre! A norma é objetiva qdo ao tipo de piso a ser empregue.

Permita-me uma observacão:

O que deve ser revisto é o texto do “admissível 1,20”, pois da forma que está redigido dá margem as interpretações equivocadas (brechas), inclusive estão adotando em leis municipais 1,20 de largura de passeio em todas as calcadas independentemente do fluxo de pedestre, o restante do passeio fica a disposição do particular. E o pedestre?

Helena, se até sexta eu estiver recuperado o domínio sobre meu corpinho, participarei da reunião.

Abracos.
Tuca.


Helena Napoleon Degreas disse:
Queridíssimos, a discussão está se mostrando bastante proveitosa. vou solicitar aos meus alunos que partcipem desse espaço de debates.
Gostaria de acrescentar que concordo com a Tuca. A discussão trata de questões vinculadas à acessibilidade no ambiente urbano. isso significa que qualquer pedra - e aí, tanto faz se é intertravada ou portuguesa - é ruim em passeios públicos tanto para quem anda de salto alto (meu caso) quanto para gestantes, crianças, pessoas com mobilidade reduzida (idosos por exemplo), pessoas com cadeiras de rodas, etc. Em suma: trepidação, irregularidades no piso (quando o bloco é colocado, tudo bem. Após as primeiras chuvas, mesmo não torrenciais, as pedras soltam. Isso é fato: não é mau humor meu. As ruas Teodoro Sampaio e a Augusta estão horríveis). Para resolver, o colchão de areia ecológico é substituído por cimento. Melhor fazer de concreto de uma vez. Pelo menos, é liso e não prejudica ninguém.
O fato é que precisamos trabalhar com um conceito ainda novo para nós, projetistas brasileiros. Trata-se do atedimento às dferentes demandas provenietes de diferentes usuários. Desenho Universal. São 24 milhões as pessoas com algum tipo de defici~encia no brasil. outros tanto são idosos, acima de 60 anos. Significa que tem problemas funcionais, ou seja, tem problemas para se relacionar e viver com qualidade em ambiente urbanos projetados por nós. por experiência própria (pesquisa) sei bem que cadeiras de rodas tombam em pisos irregulares ou simplesmente não saem do lugar quando dirigidas por braços frágeis, como os nossos (mulheres). Em suma: liberdade e independência são direitos humanos inalienáveis. Acessibilidade com dependência de terceiros para acontecer, limita tudo isso. Não é civilizado.
Quanto à nesga de terra ao longo da frente do edifício posso afirmar que não colabora em nada para a qualidade do sistema hídrico nas cidades brasileiras.
É preciso que essa nesga de terra faça parte de um sistema de espaços livres permeáveis com porte muito superior à esse da foto. De qualquer forma, parabenizo-o pela iniciativa pois o "verde" plantado contriu esteticamente para frente do edifício.
Vou inclui alguma imagens para reflexão e deixo a pergunta: em imagens como essas, onde predomina a área construída, faixas permeáveis desse porte fazem muita difirença? o que é possível plantar nelas? quanto de água, a área realmente consegue reter?

Antes de terminar, gostaria de reiterar o convite da Renata Mello. Discutir a existência ou não desse tipo de piso parece interessante na revisão da NBR9050.
"Convido a participarem das reuniões nos dias 12/03 e 13/03 do GT de Mobiliário de Equipamentos Urbanos que revisa parte da NBR 9050/04.
Peço a participação de todos para agilizar nas discussões desse trabalho..."

abçs fraternais a todos os participantes do fórum,

Helena Degreas
obs: a observação sobre o salto alto e a gestante veio da querida Mara Gabrilli outro dia no meu twitter (@maragabrilli)

Dia 12/03 (Sexta-feira)
Horário: 9:00hs - 12:30hs
Local: FDE - Av. São Luiz, 99 - 4 andar

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