Olá pessoal!

 

Estou estudando sobre a Educação Especial e sou a favor do projeto de Escolas Especiais, ou seja , a construção de Escolas Especiais.

Alguém é contra ou a favor da criação de escolas especiais que possam dar apoio aos alunos com necessecidade especiais?

Alguém na área de Arquitetura e projetos já trabalhou com projeto de escolas especiais?

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Respostas a este tópico

Olá Priscila...

Sou contrária ao conceito de “escolas” ESPECIAIS para pessoas ESPECIAIS com necessidades ESPECIAIS.

E porque sou contrária:

Simples, mergulhei no universo da Inclusão!

Priscila, o mundo está vivenciando um processo de transformação da sociedade: da integração para a inclusão. Em uma sociedade integracionista somente aqueles que tiverem habilitados a se adaptarem ao meio e relações sedimentadas é que farão parte da sociedade, os demais, e que são a maioria, continuarão excluídos: a eles caberá a instituição asilar como, por exemplo, as tais “escolas” especiais, que são segregadoras e estigmatizantes, reprodutoras de um sistema que está fundamentado no valor da desigualdade.

No Brasil, embora o discurso seja o da INCLUSÃO, o que estamos vivenciando é a integração. Sendo assim estamos atrasados em no mínimo duas décadas com relação a Resolução 45 da ONU. Obviamente que isso é intencional, e é tão intencional que o IBGE fará o censo por amostragem. Como elaborar medidas públicas sérias para incluir as pessoas com deficiência se não sabemos quem são, como e onde vivem?

É um modo de manter tudo como sempre fora, tendo as “poderosas e lucrativas” instituições asilares como sendo tutoras dessa parcela da população. É o jogo de interesses, de poder, já que em uma sociedade inclusiva as tais instituições deixarão de existir, pois todos estarão vivenciando do mesmo modo as mesmas coisas.

Em uma sociedade inclusiva até as instituições de ensino, deixarão de existir e o que teremos é a ESCOLA: um bem público que será para TODOS!

Incluir é transformar o modo como tudo está relacionado, é transformar inclusive o sistema econômico, político, social e educacional!

O Desenho Universal cumpre um papel fundamental nesse processo de inclusão. Priscila pense em um projeto de ESCOLA para todos! Ele é possível, temos apenas que mudar nosso olhar.


Tuca Monteiro.
Queridíssima Priscila!

boa tarde!

Sou a favor SIM de escolas especiais de formação EXCLUSIVA.

Elas podem perfeitamente conviver em escolas regulares de atendimento a crianças e adolescentes sem deficiência por meio de programas específicos. Meio período para aprendizagem dos conteúdos regulares na forma exclusiva e meio perído para a "socialização" com os demais amiguinhos. É como se fossem escolas bilígues. Metade do tempo em salas braille/libras/etc. e metade do tempo em atividades sociais com o restante do grupo. Quanto aos alunos com mobilidade reduzida, estes ficam nas salas regulares respeitando-se as normas de acessibilidade física.

Considero (de modo bastante particular) que a exclusão se dá pela inclusão aleatória em sala de aula regular em nome da "socialização". Obviamente o aluno deficiente não aprenderá o mesmo que os demais. Isso é um crime. Aliás, não acho que seja uma questão de ganãncia das escolas particulares. cho que é também ganância das escolas e do poder público também. Apesar do meu ponto de vista polêmico, pretendo estender meu raciocínio.


Os cursos de formação superior (bacharelados) em IES públicas e privadas não transmitem os conteúdos necessários para a formação de profissionais da área acadêmica que atendam alunos dos cursos fundamental e médio com deficiências. O mesmo vale para os cursos de pós-graduação em qualquer uma de suas modalidades. Neles eu me incluo.

Aliás, gostaria de acrescentar que não atendem também qualquer criança ou adolescente com altas habilidades. Estes útlimos-para desespero dos pais-são chamados de hiperativos, TDAH, bipolares e dá-lhe remédio... Sei muuuiiiito bem o que é passar por isso... Dói muito.

Retomando:
Basta conhecer a matriz curricular dos cursos superiores aos quais me referi (pedagogia, história, etc) ou ainda ler com um pouco mais de cuidado as Diretrizes Curriculares Nacionais para as mais diversas licenciaturas. Mesmo que um curso incopore alguns conteúdos sobre os temas, dificilmente atenderá as necessidades mínimas de instrumentalização de um professor para o atendimento de Cegos, Deficientes Auditivos, Deficientes cognitivos, Deficientes motores (múltiplos), entre outros.

Leciono no ensino superior há anos e tive o prazer de trabalhar volunariamente no Instituto de Cegos Padre Chico. Foi convivendo com educadores de história, biologia, química, matemática, lingua portuguesa, educação artística, música e tantos outros mais é que me deparei com algo bastante óbvio. Alguém já ensinou o que é uma mitocôndria sem um suporte adequado? alguém já deu aula de história sem mostrar imagens de época de casas, cidades, obras de arte, etc ? E partituras, alguém já vu uma em braille ou lecionou música para surdos? alguém sabe onde buscar essas informações de forma rápida para um rofessor deseperado? Já pensou em ensinar desenho e pintura para cegos? Eu já vi. O ICPC faz isso de forma EXMPLAR. É uma escola fundamental exclusiva para cegos.

As mídias/suportes que hoje utilizamos na educação (livros, modelos, etc) são dirigidas para pessoas que enxergam, ouvem e tem capacidade cognitiva dentro de médias já construídas por outras áreas, em especial, da saúde. São materiais dirigidos para a imensa maioria das pessoas, reproduzidos e distribuídos para todo o país pelo poder público. Em suma: precisamos adaptar as mídias e suportes em primeiro lugar. A fundação Dorina Nowill já faz um trabalho muito bacana. Mas só isso, infelizmente, ainda não basta. São necessárias várias Dorina'.s rsrsrs

Num momento seguinte, precisaremos criar conteúdos (sim CRIAR) educacionais por meio de pesquisas, gerando a partir daí, os conhecimentos que serão transmitidos, avaliados, discutidos em sala de aula durante o processo de formação de nossos futuros profissionais de ensino. Isso é investimento público em pesquisa por meio de apoio financeiro (CAPES, CNPQ, etc). Será que o poder público realmente quer investir? ou é melhor "inserir" toda a galera na mesma sala de aula? deixa para a "pobre" professora resolver a questão... Depois basta reclamar no jornal que as professoras não ensinam... que as crianças não aprendem nada - nem as deficientes e nem as demais...

Não adianta inserir em sala de aula com o discurso da "socialização".

Nosso poder público ERRA feio ao inserir aleatoriamente nossas crianças especiais. Aliás, fico pensando se não o faz de forma proposital. Afinal, se nossos representantes públicos assumirem nossas crianças deficientes, terão de colocar dinheiro público também na construção de laboratórios, bibliotecas/midiatecas, materiais escolares, profissionais qualificados para atendimento as diversas deficiências com garantia de aprendizagem, infraestrutura, etc

Em sala de aula, lecionei para deficientes auditivos em turmas até pequenas de arquitetura. Formaram-se. Ainda assim, não sabia como fazê-lo e não dispunha de recursos - ainda inexistentes à época - para a formação dos futuros arquitetos. As IESs tentaram ajudar no que podiam a mim e aos demais professores, mas simplesmente me dei conta de que não havia conhecimento sobre a matéria disponível para estudo.
Em suma: não basta saber libras. Também não basta ter tradutor de libras em sala de aula.
Já lecionei (pouquíssimo tempo) para disléxico e também para autista em faculdade. Não tem jeito. Precisa ser um curso especializado para poder desenvolver habilidades, construir competências e ensinar conteúdos para um arquiteto com autismo ou um arquiteto com dislexia.
A didática precisa ser outra. Tanto graduçaõ quanto pós-graduação não ensinam pelo simples fato de não haver material ja consolidado e disponível sobre os temas em escala nacional, publicado, etc. Um livro e meia dúzia de artigos não são bastantes.

Sei bem o tempo e os recursos que investi "por fora" para conseguir transmitir conteúdos de alguns programas de ensino. Foi uma experiência bastante proveitosa para mim pois cresci como educadora. Não sei se posso dizer o mesmo para meus ex-alunos. Paciência.

Bom, poderíamos até fazer uma webconferência sobre o assunto. Deixo para a mediadora do tema pensar sobre o assunto... rsrsrs

Foi bom poder compartilhar meus pensamentos com colegas procupadas com os mesmos assuntos. Não nos sentimos tão sós nessa jornada.

Priscilla parabéns pela seleção do tema,

bjs

Helena Degreas
Helena,
Concordo com seu ponto de vista. Parabéns pela excelente explanação.
Grande Abraço
Olá Helena, bom dia! Tudo bem?

Obrigada por expressar sua opinião a respeito do tema. Realmente eu concordo com tudo o que escreveu, linha por linha!

Meu trabalho está caminhando e por mais polêmico que seja , eu ainda consigo defender o tema. Acredito que a palavra inclusão mencionada através do Governo do Estado, tem muito a ver com a questão financeira e acredito que o mesmo não tem nem noção do que é colocar uma criança com necessidades especiais dentro de uma sala de aula regular.

Volto a repetir que o problema não são as construções ou adaptaçoes de escolas especiais e sim o sistema que não funciona em conjunto.
Eu visitei o ICPC e adorei. Passei uma tarde lá e foi muito proveitoso. A gente vê muitas limitações mesmo, sem dúvidas essas pessoas são especiais. Lá eles trabalham em conjunto com outras escolas e no dia que visitei tinha alunos que iam no período da tarde estudar na escola estadual ao lado!

Todos deviam trabalhar da mesma forma, embora concordo com o que você escreveu sobre a formação superior na educação e etc. Ainda muito falha e com falta de recursos. Ainda nao consegui visitar o Dorina Nowil, mas vou tentar. Conheço pessoas que visitaram e comentaram comigo a respeito.

Poderíamos sim criar uma webconferência,a lgo maior pra saber o que as pessoas comentam , os preconceitos, todos os estereótipos criados em relação as necessidades especiais...enfim...um universo ao nosso redor.

Obrigada pela atenção e vamos em frente!

Att.

Helena Napoleon Degreas disse:
Queridíssima Priscila!

boa tarde!

Sou a favor SIM de escolas especiais de formação EXCLUSIVA.

Elas podem perfeitamente conviver em escolas regulares de atendimento a crianças e adolescentes sem deficiência por meio de programas específicos. Meio período para aprendizagem dos conteúdos regulares na forma exclusiva e meio perído para a "socialização" com os demais amiguinhos. É como se fossem escolas bilígues. Metade do tempo em salas braille/libras/etc. e metade do tempo em atividades sociais com o restante do grupo. Quanto aos alunos com mobilidade reduzida, estes ficam nas salas regulares respeitando-se as normas de acessibilidade física.

Considero (de modo bastante particular) que a exclusão se dá pela inclusão aleatória em sala de aula regular em nome da "socialização". Obviamente o aluno deficiente não aprenderá o mesmo que os demais. Isso é um crime. Aliás, não acho que seja uma questão de ganãncia das escolas particulares. cho que é também ganância das escolas e do poder público também. Apesar do meu ponto de vista polêmico, pretendo estender meu raciocínio.


Os cursos de formação superior (bacharelados) em IES públicas e privadas não transmitem os conteúdos necessários para a formação de profissionais da área acadêmica que atendam alunos dos cursos fundamental e médio com deficiências. O mesmo vale para os cursos de pós-graduação em qualquer uma de suas modalidades. Neles eu me incluo.

Aliás, gostaria de acrescentar que não atendem também qualquer criança ou adolescente com altas habilidades. Estes útlimos-para desespero dos pais-são chamados de hiperativos, TDAH, bipolares e dá-lhe remédio... Sei muuuiiiito bem o que é passar por isso... Dói muito.

Retomando:
Basta conhecer a matriz curricular dos cursos superiores aos quais me referi (pedagogia, história, etc) ou ainda ler com um pouco mais de cuidado as Diretrizes Curriculares Nacionais para as mais diversas licenciaturas. Mesmo que um curso incopore alguns conteúdos sobre os temas, dificilmente atenderá as necessidades mínimas de instrumentalização de um professor para o atendimento de Cegos, Deficientes Auditivos, Deficientes cognitivos, Deficientes motores (múltiplos), entre outros.

Leciono no ensino superior há anos e tive o prazer de trabalhar volunariamente no Instituto de Cegos Padre Chico. Foi convivendo com educadores de história, biologia, química, matemática, lingua portuguesa, educação artística, música e tantos outros mais é que me deparei com algo bastante óbvio. Alguém já ensinou o que é uma mitocôndria sem um suporte adequado? alguém já deu aula de história sem mostrar imagens de época de casas, cidades, obras de arte, etc ? E partituras, alguém já vu uma em braille ou lecionou música para surdos? alguém sabe onde buscar essas informações de forma rápida para um rofessor deseperado? Já pensou em ensinar desenho e pintura para cegos? Eu já vi. O ICPC faz isso de forma EXMPLAR. É uma escola fundamental exclusiva para cegos.

As mídias/suportes que hoje utilizamos na educação (livros, modelos, etc) são dirigidas para pessoas que enxergam, ouvem e tem capacidade cognitiva dentro de médias já construídas por outras áreas, em especial, da saúde. São materiais dirigidos para a imensa maioria das pessoas, reproduzidos e distribuídos para todo o país pelo poder público. Em suma: precisamos adaptar as mídias e suportes em primeiro lugar. A fundação Dorina Nowill já faz um trabalho muito bacana. Mas só isso, infelizmente, ainda não basta. São necessárias várias Dorina'.s rsrsrs

Num momento seguinte, precisaremos criar conteúdos (sim CRIAR) educacionais por meio de pesquisas, gerando a partir daí, os conhecimentos que serão transmitidos, avaliados, discutidos em sala de aula durante o processo de formação de nossos futuros profissionais de ensino. Isso é investimento público em pesquisa por meio de apoio financeiro (CAPES, CNPQ, etc). Será que o poder público realmente quer investir? ou é melhor "inserir" toda a galera na mesma sala de aula? deixa para a "pobre" professora resolver a questão... Depois basta reclamar no jornal que as professoras não ensinam... que as crianças não aprendem nada - nem as deficientes e nem as demais...

Não adianta inserir em sala de aula com o discurso da "socialização".

Nosso poder público ERRA feio ao inserir aleatoriamente nossas crianças especiais. Aliás, fico pensando se não o faz de forma proposital. Afinal, se nossos representantes públicos assumirem nossas crianças deficientes, terão de colocar dinheiro público também na construção de laboratórios, bibliotecas/midiatecas, materiais escolares, profissionais qualificados para atendimento as diversas deficiências com garantia de aprendizagem, infraestrutura, etc

Em sala de aula, lecionei para deficientes auditivos em turmas até pequenas de arquitetura. Formaram-se. Ainda assim, não sabia como fazê-lo e não dispunha de recursos - ainda inexistentes à época - para a formação dos futuros arquitetos. As IESs tentaram ajudar no que podiam a mim e aos demais professores, mas simplesmente me dei conta de que não havia conhecimento sobre a matéria disponível para estudo.
Em suma: não basta saber libras. Também não basta ter tradutor de libras em sala de aula.
Já lecionei (pouquíssimo tempo) para disléxico e também para autista em faculdade. Não tem jeito. Precisa ser um curso especializado para poder desenvolver habilidades, construir competências e ensinar conteúdos para um arquiteto com autismo ou um arquiteto com dislexia.
A didática precisa ser outra. Tanto graduçaõ quanto pós-graduação não ensinam pelo simples fato de não haver material ja consolidado e disponível sobre os temas em escala nacional, publicado, etc. Um livro e meia dúzia de artigos não são bastantes.

Sei bem o tempo e os recursos que investi "por fora" para conseguir transmitir conteúdos de alguns programas de ensino. Foi uma experiência bastante proveitosa para mim pois cresci como educadora. Não sei se posso dizer o mesmo para meus ex-alunos. Paciência.

Bom, poderíamos até fazer uma webconferência sobre o assunto. Deixo para a mediadora do tema pensar sobre o assunto... rsrsrs

Foi bom poder compartilhar meus pensamentos com colegas procupadas com os mesmos assuntos. Não nos sentimos tão sós nessa jornada.

Priscilla parabéns pela seleção do tema,

bjs

Helena Degreas
Bom dia Helena, Renata e Pricilia...

Confesso que estou confusa, não com minha posição sobre ser contrária ao conceito de escola e classes “especiais” (modelos da década de 70 e 80), mas como enxergam a Escola Para Todos (década de 90) tema deste fórum!

Escola para Todos está fundamentada no conceito da inclusão que é o oposto do defendido aqui, ou seja, a integração. Incluir não é Integrar! A integração segrega e exclui, este modelo está sendo combatido pelos movimentos que lutam não apenas pela inclusão das pessoas com deficiência a sociedade, mas tbém, por todos que desejam uma sociedade mais justa.

Helena não há inclusão aleatória o que relatara é a integração que excluí e segrega. Na escola para TODOS, todos aprenderão, desenvolverão suas competências em um mesmo ambiente diferentemente do modelo integracionista: onde o papel da escola regular é apenas permitir a socialização do alunado com deficiência. Lembrando que a escola (ensino) inclusiva questiona tanto o ensino regular quanto o “especial”, ambos deficitários.

Deixo aqui alguns artigos de pensadores e defensores da Escola Inclusiva que considero relevante.

Dra. Pilar Arnaiz Sánchez - A EDUCAÇÃO INCLUSIVA: um meio de construir escolas para todos no século XXI

Romeu Kazumi Sassaki -INCLUSÃO: o paradigma do século 21

Maria Teresa Eglér Mantoan - A HORA DA VIRADA

http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/revistainclusao1.pdf

Também indico a leitura sobre o olhar da psicóloga e educadora Elizabet Dias de Sá (pessoa com deficiência visual) e da jornalista Claudia Werneck sobre a questão.

http://www.bancodeescola.com/


Concluo:

Não enxergo a questão como polêmica o que há são duas correntes: integração e inclusão. Fazemos as escolhas: reproduzir o que existe ou buscar o novo, mudar o estado da arte.

E pergunto:

Até quando a sociedade continuará reproduzindo modelos que segregam?

Abraços.
Olá Tuca, boa tarde!
Obrigada pela opinião e comentário aqui no site! Obrigada pelos links e textos. Estarei lendo!

Concordo sim com algumas colocações e principalmente com a inclusão, porém sou totalmente a favor da existência das escolas especiais!

Att.


Tuca Monteiro disse:
Bom dia Helena, Renata e Pricilia...

Confesso que estou confusa, não com minha posição sobre ser contrária ao conceito de escola e classes “especiais” (modelos da década de 70 e 80), mas como enxergam a Escola Para Todos (década de 90) tema deste fórum!

Escola para Todos está fundamentada no conceito da inclusão que é o oposto do defendido aqui, ou seja, a integração. Incluir não é Integrar! A integração segrega e exclui, este modelo está sendo combatido pelos movimentos que lutam não apenas pela inclusão das pessoas com deficiência a sociedade, mas tbém, por todos que desejam uma sociedade mais justa.

Helena não há inclusão aleatória o que relatara é a integração que excluí e segrega. Na escola para TODOS, todos aprenderão, desenvolverão suas competências em um mesmo ambiente diferentemente do modelo integracionista: onde o papel da escola regular é apenas permitir a socialização do alunado com deficiência. Lembrando que a escola (ensino) inclusiva questiona tanto o ensino regular quanto o “especial”, ambos deficitários.

Deixo aqui alguns artigos de pensadores e defensores da Escola Inclusiva que considero relevante.

Dra. Pilar Arnaiz Sánchez - A EDUCAÇÃO INCLUSIVA: um meio de construir escolas para todos no século XXI

Romeu Kazumi Sassaki -INCLUSÃO: o paradigma do século 21

Maria Teresa Eglér Mantoan - A HORA DA VIRADA

http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/revistainclusao1.pdf

Também indico a leitura sobre o olhar da psicóloga e educadora Elizabet Dias de Sá (pessoa com deficiência visual) e da jornalista Claudia Werneck sobre a questão.

http://www.bancodeescola.com/


Concluo:

Não enxergo a questão como polêmica o que há são duas correntes: integração e inclusão. Fazemos as escolhas: reproduzir o que existe ou buscar o novo, mudar o estado da arte.

E pergunto:

Até quando a sociedade continuará reproduzindo modelos que segregam?

Abraços.

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