A Norma informa que as rampas devem possuir corrimão duplo. Na definição de "Rampa" é considerada a inclinação de 5%. Os rebaixos de calçadas devem ter pelo menos 8,33% (dependendo do desnível). Porém não encontramos, na maioria dos casos, o corrimão nem mesmo o simples. Eu estou exagerando? Basta usar o bom senso? Qual seria o limiar entre a obediência régida a norma e a flexibidade com bom senso.

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Respostas a este tópico

Prezados(as). Eu combato o uso da rampa, devido que houveram alguns tipos de acidentes, e como sou projetista em mecanismos, preservo a qualidade, bom senso, conforto e baixo custo. Hoje oriento fabricantes de plataforma e divulgo que na melhor escolha, o equipamento de elevação é mais em conta, apesar que se paga um valor de compra, tem a vantagem que pode ser transportado, e não é fixo como a rampa, que gasta-se muito em alvenaria, toma espaço e nunca mais pode ser retirado, os custos em alvenaria não justificam resolver acessibilidade, assim equipamentos de elevação por mais caro que seja, possui vantagens e não favorece tombamento, sabe-se de pessoas deficientes que tombaram e apresentaram lesões, deste modo para mim como projetista não é o melhor sistema, para mim esta alternativa aparentemente barata está descartada de meu glossário técnico.
Olá Andréa, Paul..

Eu combato rampas com “inclinações elevadas”!

A meu ver, rampas nas calcadas devem ter no máximo 5% de inclinação e, para isso, não basta apenas locar as tais rampas padronizadas, é necessário buscar soluções para cada situação.
Primo pelo bom senso. Rampas com inclinações amenas nas calcadas são seguras e confortáveis, além de possibilitar a plena autonomia e, o uso do corrimão, neste caso, seria dispensável.

Sendo assim, os 8,33% de inclinação nas rampas das calcadas não deveria ser revisto na norma?

Assim como os 12% de inclinação em rampas de edifícios existentes são perigosas para a pessoa que faz uso, não somente da cadeira de rodas, mas também, de muletas para locomoção. A pessoa terá que ser assistida por alguém. Por outro lado sei da impossibilidade de se locar rampas com inclinações abaixo dos 6% (ideal segundo opiniões de pessoas usuárias de cadeira de rodas) em edifícios existentes. Talvez “casar” a rampa com um dispositivo, como as plataformas, seria uma boa solução. Lembrando que as rampas não são somente pensadas para a pessoa que faz uso da cadeira mecânica, também é utilizada por quem faz uso da cadeira motorizada, pelo idoso, mães com carrinhos de bebês, enfim, por todos! O meio tem que oferecer condições de acesso a todos. Entre degraus e rampas, vou de rampa. E você o que prefere?



Tuca Monteiro.

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